Escoliose tem tratamento? Saiba quais cuidados podem ser indicados em cada caso
A escoliose é uma deformidade da coluna vertebral que provoca uma curvatura lateral, muitas vezes acompanhada pela rotação das vértebras. Mas, sim, escoliose tem tratamento, e a conduta adequada pode controlar a progressão da curva, aliviar sintomas e preservar a mobilidade.
Uma revisão sistemática publicada em 2025, com dados de 150 estudos e 42,9 milhões de crianças e adolescentes, estimou uma prevalência global de 1,65%, com ocorrência quase duas vezes maior em meninas. Os números variam conforme a faixa etária e o critério diagnóstico.
É muito comum que esta enfermidade se manifeste ao final da puberdade ou início da adolescência e está associada ao surto de crescimento típico dessa faixa etária. Porém, a escoliose pode surgir em qualquer etapa da vida. Em virtude do desgaste natural dos ossos, das vértebras e dos ligamentos o risco de desenvolver a doença aumenta com a idade.
O que é escoliose e por que ela acontece?
Vista de frente, a coluna costuma manter um alinhamento vertical. Na escoliose, surge uma curva que pode lembrar um “C” ou um “S”. Ela pode aparecer na infância, na adolescência ou na vida adulta, e a causa depende do tipo de alteração.
Tipos de escoliose
Idiopática
É a forma mais comum e recebe esse nome porque não existe uma causa definida. Ela é frequentemente identificada durante o crescimento, sobretudo na adolescência.
Congênita
Está relacionada a alterações na formação das vértebras durante o desenvolvimento do bebê.
Neuromuscular
Conforme explica a Sociedade Brasileira de Escoliose, pode ocorrer em pessoas com condições que afetam músculos e nervos, como paralisia cerebral e algumas doenças neuromusculares.
Funcional
É uma curvatura compensatória, sem uma deformidade estrutural inicial da coluna. Pode estar associada, por exemplo, à diferença no comprimento das pernas e melhorar quando a causa é corrigida.
Quais são os sintomas de escoliose?
Muitos casos leves não causam dor e acabam sendo percebidos pela assimetria do corpo. Por isso, observar mudanças no tronco é importante, especialmente durante a fase de crescimento.
Entre os sintomas de escoliose e sinais mais frequentes estão:
- ombros em alturas diferentes;
- um lado das costelas mais proeminente;
- quadris desalinhados;
- inclinação do tronco e roupas que parecem “tortas” no corpo.
Quando não tratada, a escoliose pode acarretar outros problemas como artrite e dor na lombar, problemas emocionais e de autoestima, bem como problemas respiratórios e danos no nervo espinhal e na medula.
Em casos mais severos, nos quais o desvio é superior a 50°, pode haver um comprometimento da função pulmonar.
Escoliose tem tratamento? Quais são as opções?
Tem. O tratamento depende principalmente da idade, do potencial de crescimento, do grau da curva, de sua progressão e dos sintomas. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, SBOT-SP, as possibilidades vão desde acompanhamento e exercícios até uso de órteses e cirurgia.
Em casos leves, o acompanhamento periódico pode ser suficiente. Já o tratamento de fisioterapia para escoliose pode incluir exercícios voltados à postura, mobilidade e fortalecimento, sempre de acordo com a avaliação profissional.
O colete para escoliose pode ser indicado quando existe risco de progressão, principalmente em pacientes que ainda estão crescendo. A Scoliosis Research Society informa que o uso de colete costuma ser considerado em curvas acima de 25° e abaixo de aproximadamente 45° a 50°, embora a decisão precise ser individualizada.
Na Linha Tronco GLC, por exemplo, a Cinta Colete com Barbatanas tem indicação para estabilização da coluna dorso lombar em situações como escolioses dolorosas. O uso deve seguir orientação de um profissional de saúde.
A cirurgia, por sua vez, fica reservada a situações selecionadas, sobretudo quando há curvas importantes, progressão ou impacto funcional. A SBOT-SP explica que quando o diagnóstico ocorre em fase precoce, pode-se evitar a cirurgia em até 70% dos casos de escoliose idiopática.
Perguntas frequentes sobre escoliose
Escoliose tem cura?
Depende do tipo e do que se entende por “cura”. Nas escolioses estruturais, o tratamento costuma buscar controlar a progressão, reduzir sintomas, bem como melhorar o alinhamento quando indicado. Já algumas curvas funcionais podem diminuir ou desaparecer após a correção da causa que provocou a compensação.
Escoliose leve precisa de tratamento?
Nem sempre precisa de uma intervenção ativa, mas precisa ser avaliada. Curvas leves em pacientes em crescimento podem ser acompanhadas para verificar se estão progredindo. O intervalo das consultas e a necessidade de fisioterapia dependem de cada caso.
Má postura causa escoliose?
A escoliose estrutural, especialmente a idiopática, não deve ser atribuída simplesmente à má postura. Alterações posturais podem causar desconforto e assimetrias e também coexistir com uma escoliose. Por isso, uma avaliação profissional ajuda a diferenciar situações que podem parecer semelhantes.
Percebeu sinais de escoliose? Procure avaliação
Ombros, quadris ou tronco assimétricos merecem atenção, principalmente durante períodos de crescimento. Afinal, o diagnóstico precoce facilita o acompanhamento e amplia as possibilidades de tratamento quando existe risco de progressão.
Se houver indicação profissional de suporte para a coluna, conheça a Linha Tronco GLC e as opções de cintas, coletes e órteses. Para escolher o modelo adequado às necessidades do tratamento, converse com um profissional de saúde e com a equipe da GLC.
Revisado por Priscila Castelhano Batista, fisioterapeuta - Crefito-3 111.813-F
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